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Definições
Definição:
Seja V um espaço vetorial. Uma Base para V é um
conjunto finito de
elementos de V, tal que B é Linearmente Independente
e gera o espaço vetorial V, ou seja, qualquer
elemento de V pode ser escrito como combinação linear
dos elementos de B.
Definição: A
Dimensão de um espaço vetorial V é o número de
elementos de uma base para V, que denotamos por dim(V).
Caso
,
o conjunto vazio é uma base para V e
.
Teoremas
Teorema 1: Seja
V um espaço vetorial e
um conjunto de elementos que geram
V. Então, dentre esses elementos podemos extrair
uma base para V.
Teorema 2: Seja
V um espaço vetorial gerado por
um conjunto finito de n elementos .
Então, qualquer conjunto linearmente
independente em V possui no
máximo n elementos.
Teorema 3: Qualquer
base de um espaço vetorial tem sempre o mesmo número
(finito) de elementos.
Teorema 4
(Completamento): Qualquer conjunto de
elementos L.I. de um espaço
vetorial V de dimensão finita pode ser completado
até formar uma base para V.
Teorema 5:
Seja V um espaço vetorial e U e W subespaços
vetoriais de V, então:
Teorema 6: Seja V um
espaço vetorial e
uma base ordenada para V, isto
é, os elementos estão ordenados na ordem em que
aparecem. Então, todo elemento de V pode ser escrito
de maneira única como combinação
linear de .
Demonstrações:
AQUI.
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Exemplos
Exemplo
1:
é uma base para o espaço vetorial real ,
que chamamos de base canônica do
.
De fato, o conjunto é L.I.,
uma vez que a equação:
só é possível para . E além disso, o conjunto gera todo o , uma vez que qualquer pode ser escrito como .
Assim, é uma base para .
Portanto, .
Exemplo 2: NÃO é uma
base para .
Podemos escrever o elemento como combinação linear de e da forma: . Portanto, temos que não é L.I., logo não pode ser uma base para .
Exemplo 3: NÃO é uma
base para .
O conjunto é L.I., porém não gera todo o . Tome um , não podemos escrever qualquer elemento dessa
forma como combinação linear de , uma vez que:
Ou seja, temos uma restrição para a
coordenada do vetor , ou seja, o conjunto gera apenas os elementos da forma , mas não gera todo o
, portanto, não pode ser uma base para .
Exemplo 4: é uma base para o espaço vetorial dos
polinômios de grau menor ou igual a , , conhecida como base canônica de .
De fato, o conjunto é L.I. uma vez que:
só vale para , uma vez que dois polinômios só são iguais se
todos os coeficientes são iguais.
Além disso, gera todo o espaço de polinômios de grau menor ou igual que , uma vez que qualquer pode ser escrito como: . Logo, é uma base .
Portanto, .
Veja estes e mais exemplos AQUI.
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Coordenadas
Definição:
Sejam V um espaço vetorial,
uma base para V e
que pode ser escrito, de modo único, como:
. As Coordenadas de v com relação a
base
são os números
e denotamos por:
Exemplo: Considere o
espaço vetorial
e as bases
e
para
.
As Coordenadas do elemento
com relação as bases
e
,
respectivamente, são:
Escrevendo o elemento v como combinação linear dos
elementos da base
,
obtemos:
E portanto:
Agora, escrevendo v como combinação linear dos
elementos da base
,
obtemos:
E portanto:
Observe que as Coordenadas do elemento dependem
fortemente da base em questão.
Veja estes e mais exemplos AQUI.
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