IMECC sediará o Centro Brasileiro de Geometria: Projeto é um dos 4 novos CEPIDs apoiados pela FAPESP e o primeiro voltado à geometria pura e aplicada no Brasil

No dia 30 de maio de 2025, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) anunciou os projetos selecionados para criação de novos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs), voltados especificamente às áreas de Ciências Exatas e da Terra e Engenharia. Entre as 18 propostas submetidas, apenas quatro foram aprovadas. Entre elas, um avanço importante para a área das ciências matemáticas: o Centro Brasileiro de Geometria (CBG).

 

Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs)

Os CEPIDs são uma iniciativa da FAPESP destinada à criação de núcleos de pesquisa de longa duração, com vocação para a excelência internacional. Como descrito pela própria Fundação, os CEPIDs visam não apenas a produção científica de alto impacto, mas também a formação de recursos humanos, a inovação tecnológica e a difusão ampla do conhecimento.

Selecionados por edital e avaliados por especialistas nacionais e internacionais, os CEPIDs recebem apoio da FAPESP por até 11 anos, o que permite planejar estratégias de longo prazo, formar equipes de excelência, desenvolver projetos ambiciosos e ampliar o impacto científico, tecnológico e social de suas atividades. Atualmente, 22 CEPIDs estão em operação no Estado de São Paulo.

 

Missão do CBG

O Centro Brasileiro de Geometria (CBG) foi concebido para suprir uma lacuna científica essencial na Matemática nacional: a necessidade de ampliar a cooperação e a produção científica transdisciplinar entre subáreas.

Nesse contexto, o CBG tem como proposta ser um espaço que estimule o diálogo acadêmico e científico, promovendo um ambiente fértil para pesquisas colaborativas e interdisciplinares, com potencial de gerar avanços significativos tanto no contexto nacional quanto internacional.

“Nós acabamos como vencedores nesta chamada, que era (...) muito difícil, bastante competitiva. Foram 18 projetos submetidos e só quatro foram aprovados no final. Ter um projeto de matemática no meio de projetos de materiais quânticos, um de pesquisa climática e outro de ciências dos materiais, que são coisas muito mais concretas e com muito mais visibilidade do que a matemática, é algo surpreendente. É inédito ter um projeto de matemática pura desse tamanho”, destaca o diretor-geral do projeto, professor Marcos Benevenuto Jardim.

 

Áreas de pesquisa e atuação

O CBG será um pólo de pesquisa avançada, no qual matemáticos de alto nível estarão dedicados a investigar, criar e contribuir ativamente para o avanço das ciências matemáticas.

A pesquisa desenvolvida no CBG abrangerá desde fundamentos teóricos, como geometria algébrica, análise geométrica e álgebra geométrica, até aplicações diretas em campos como estrutura molecular, física matemática e teoria da informação. A atuação do Centro será organizada em quatro verticais temáticas. São elas:

a) Geometria Diferencial (GeoDif): dedica-se à interação entre geometria e física, explorando as propriedades e aplicações de estruturas geométricas. A vertical busca aprofundar a compreensão dos aspectos geométricos de funcionais de energia, de regimes especiais de curvatura e torção e das propriedades topológicas dos espaços. Suas principais linhas de pesquisa incluem:

a.1. Análise geométrica: análise em variedades, abrangendo ações isométricas de grupos e groupoides, teoria de subvariedades, superfícies mínimas e CMC, cálculos de variações e problemas variacionais geométricos, teoria geométrica de folheações, fluxos geométricos e suas soluções auto similares, teoria espectral de operadores geométricos, estudo de variedades de Finsler e pseudo-Finsler e teoria de medidas geométricas em espaços métricos suaves e não suaves. 

a.2. Estruturas geométricas: estruturas originárias de simetrias, relacionadas à teoria de calibres e à geometria simplética, desempenhando um papel central na formulação de funcionais em geometria e na descrição de espaços de módulos de soluções. Inclui o estudo de topologia simplética, simetria de espelho e dinâmica hamiltoniana, bem como variedades riemannianas com holonomia especial.

a.3. Simetrias, ações de grupo e teoria de Lie: geometria de Poisson e estruturas relacionadas, incluindo grupoides e algebroides de Lie; geometria de Dirac e Courant; variedades homogêneas, solvariedades e nilvariedades; invariantes geométricos, bifurcação equivariante e quebra de simetria em problemas variacionais geométricos.

b) Geometria Algébrica (GeoAlg): explora o universo das variedades projetivas complexas, com foco na sua classificação birracional. A vertical investiga as profundas conexões entre geometria algébrica, álgebra comutativa e aritmética. Um de seus principais objetivos é desenvolver códigos algébrico-geométricos inovadores, contribuindo para a teoria da informação. Suas principais linhas de pesquisa incluem:

b.1. Geometria birracional e folheações: classificação birracional de variedades complexas e folheações holomorfas por meio de uma variedade de técnicas, desde Álgebra Comutativa, teoria de curvas e espaços de módulos associados, teoria de feixes e geometria em característica positiva.

b.2. Espaços de módulos: espaços de feixes em variedades projetivas de dimensões 1, 2 e 3, e critérios de liberdade para divisores, bem como aplicações desses resultados em álgebra e física matemática.

b.3. Álgebra e aritmética: classificação de curvas sobre campos não geométricos e construção de códigos algebro-geométricos especiais, a classificação de álgebras artinianas que satisfazem a propriedade de Lefschetz, bem como expandir as conexões entre a álgebra comutativa e a teoria das folheações.

c) Aplicações da Geometria (ApliGeo): desenvolve o uso de princípios geométricos na resolução de problemas do mundo real. Da geometria das proteínas à modelagem do espaço-tempo, essa vertical aplica técnicas geométricas avançadas para compreender fenômenos complexos em áreas como biologia, ciência da computação, física e comunicações. Suas principais linhas de pesquisa incluem:

c.1. Aplicações da álgebra geométrica: identificação de soluções para o problema de determinação de estruturas de proteínas 3D usando interseções de esferas e cascas esféricas, bem como a análise da estabilidade do espaço latente e manipulação de variáveis latentes, com aplicações em manipulação de imagens semânticas e recuperação de imagens baseada em conteúdo.

c.2. Geometria do espaço-tempo: classificação da estabilidade de horizontes com base em invariantes geométricos locais, na análise de dispersão e dinâmica geodésica em Relatividade Geral e na classificação geométrica de análogos gravitacionais em matéria condensada.

c.3. Geometria e informação: análise de construções e propriedades geométricas de códigos e redes a serem aplicados na transmissão por diferentes canais, no estudo de problemas relacionados à criptografia baseada em redes e na aplicação da métrica de Fisher-Rao para agrupamento de dados em vários contextos e na otimização de algoritmos de aprendizado de máquina supervisionados.

d) Educação, Disseminação e Inovação (ED&I): alia o rigor da pesquisa acadêmica à prática da educação e da divulgação científica. Essa vertical busca transformar o ensino de matemática por meio da integração de tecnologias emergentes, métodos pedagógicos inovadores e atualização curricular.

 

Objetivos do CBG

Com um plano de ação estratégico voltado à consolidação de sua liderança na pesquisa em geometria, o CBG promoverá uma série de atividades e eventos científicos de alto impacto. Essas iniciativas visam estimular a integração e a colaboração interdisciplinar entre as diversas vertentes de pesquisa da área.

Destaque do calendário, os Encontros Brasileiros de Geometria ocorrerão a cada dois anos, reunindo especialistas nacionais e internacionais em palestras, sessões temáticas e mesas-redondas.

Os Workshops de Colaboração em Pesquisa em Geometria focarão no fortalecimento de redes acadêmicas no Brasil e na América do Sul, envolvendo pesquisadores em diferentes estágios da carreira em projetos previamente definidos.

A partir do terceiro ano, os Programas Temáticos de Geometria aprofundarão áreas específicas da disciplina. A programação incluirá seminários, workshops e uma Palestra Pública Distinta, aberta à comunidade.

Paralelamente às ações de pesquisa, o CBG buscará tornar-se referência no ensino e difusão da geometria nas Américas, com iniciativas como cursos online, programas de verão e publicações especializadas.

A comunicação científica apoiará a internacionalização, articulando parcerias com instituições de prestígio e organismos multilaterais, como a Organização dos Estados Americanos (OEA), para integrar redes globais de pesquisa e inovação.

 

Difusão e Inovação

Entre os quatro eixos de atuação do CBG, a vertical Educação, Disseminação e Inovação (ED&I) desempenha um papel fundamental na ampliação do impacto do projeto junto à sociedade, em complementaridade com as demais frentes do centro.

No plano da difusão do conhecimento, os esforços iniciais da ED&I focam na criação de espaços dedicados à pesquisa e divulgação da geometria e da matemática em São Paulo. Serão implantados nove Polos de Difusão do Conhecimento em instituições parceiras (UNESP, USP, UNICAMP e UFSCar) para desenvolvimento de experiências educativas imersivas, utilizando realidade aumentada e virtual, impressoras 3D, cortadores a laser, além de oferecer formação continuada a professores, apoio pedagógico a estudantes e materiais de iniciação científica.

Com instalações permanentes nos polos, o CBG lançará o Universo Geométrico, iniciativa aberta ao público, que usará a geometria para estimular o pensamento crítico e valorizar a cultura científica nas escolas. O projeto visa combater mitos pseudocientíficos, a exemplo do terraplanismo, por meio de experiências práticas e acessíveis, como o pêndulo de Foucault e o experimento de Eratóstenes.

Na área da inovação, o CBG desenvolverá projetos para fortalecer o ensino de matemática, desde a alfabetização até o apoio a jovens com altas habilidades na América Latina. Um dos destaques é o programa Libras + Matemática, coordenado pelo professor Marcelo Firer (UNICAMP), surgido após um encontro com a professora Aglaiza Sedrim, graduanda em Letras-Libras, em um congresso de 2022, que evidenciou os desafios enfrentados por estudantes surdos na aprendizagem da matemática.

A partir dessa troca, surgiu a ideia de realizar um projeto específico na UNICAMP: um grupo de estudantes, surdos, do Ensino Médio foi convidado para participar de duas semanas imersivas de estudos em matemática e geometria, no ano de 2023. A iniciativa revelou uma lacuna estrutural: a ausência de sinais específicos para expressar conteúdos matemáticos mais complexos. Como ressalta o professor, “essa deficiência não está relacionada diretamente à surdez em si, mas ao desenvolvimento da Língua Brasileira de Sinais”, que ainda não contempla toda a terminologia necessária para o ensino formal da matemática.

Agora no âmbito do CBG, o programa contará com iniciativas mais ambiciosas, como a criação de um vocabulário matemático em Libras, gravação e resolução de todas as questões de matemática do Enem em Libras, produção de materiais didáticos acessíveis e o fortalecimento de uma comunidade profissional voltada à acessibilidade na educação matemática para surdos.

 

Bolsas científicas

O CBG destinou uma parcela significativa de seu orçamento à criação de um robusto programa de bolsas, abrangendo todas as etapas da formação científica. Serão alocados cerca de R$ 20 milhões exclusivamente para o custeio dessas bolsas científicas. Inicialmente, foram aprovadas 245 bolsas em diferentes modalidades, destinadas a estudantes e profissionais vinculados à UNICAMP e a outras instituições paulistas parceiras do projeto.

Entre as modalidades contempladas estão bolsas de Iniciação Científica (IC), voltadas para despertar o interesse pela pesquisa entre estudantes de graduação; de Mestrado (MS) e Doutorado (DR e DD), que consolidam o percurso de formação em pesquisa científica; de Pós-Doutorado (PD), para pesquisadores em fase de maturação científica; e de Treinamento Técnico (TT-3, TT-4, TT-4A e TT-5), fundamentais para a qualificação de profissionais de apoio à pesquisa.

Destaque especial vai ainda para as bolsas de Jornalismo Científico (JC-3) e de Aperfeiçoamento Pedagógico (EP-4 e EP-6), iniciativas que sinalizam o compromisso do CBG com a difusão do conhecimento e a melhoria da educação matemática no país.

 

Estrutura organizacional

A complexidade das ações encampadas pelo CBG, que envolvem desde a gestão de centenas de bolsas até a articulação entre múltiplos projetos e instituições parceiras, exige um modelo de governança capaz de garantir não apenas a execução das atividades, mas também a coerência entre elas.

No núcleo da estrutura organizacional está o Comitê Executivo, órgão central de deliberação responsável pelo planejamento estratégico, supervisão de projetos, acompanhamento financeiro e coordenação das verticais temáticas. Esse comitê é formado por representantes de diferentes instituições parceiras, entre eles:

  • Diretor Geral: Marcos Benevenuto Jardim (UNICAMP)
  • Vice-Diretor: Henrique Nogueira de Sá Earp (UNICAMP)
  • Diretor Científico: Paolo Piccione (USP)
  • Coordenador de Inovação: Marcelo Firer (UNICAMP)
  • Coordenadora de Educação e Disseminação: Rubia Amaral (Unesp)
  • Coordenadora de Atividades e Eventos: Carolina Araujo (IMPA)
  • Coordenador de Relações Internacionais: Guillermo Lobos (UFSCar)
  • Coordenador Pedagógico: Lino Anderson da Silva Grama (UNICAMP)

A produção científica e as ações de formação, intercâmbio e disseminação do Centro estão organizadas em quatro verticais temáticas de pesquisa e desenvolvimento, que estruturam e orientam o projeto. Cada vertical é liderada por pesquisadores de destacada trajetória acadêmica, reconhecidos pela excelência e competência em suas respectivas áreas:

  • Geometria Diferencial (GeoDif): coordenada por Claudio Gorodski (USP) e vice-coordenada por Fernando Manfio (USP-ICMC).
  • Geometria Algébrica (GeoAlg): coordenada por Eduardo Esteves (IMPA) e vice-coordenada por Herivelto Borges (USP-ICMC).
  • Aplicações da Geometria (ApliGeo): coordenada por Alberto Saa (UNICAMP) e vice-coordenada por Maurício Richartz (UFABC).
  • Educação, Disseminação e Inovação (ED&I): coordenada por Marcelo Firer (UNICAMP) e Rubia Amaral (Unesp), com Leonardo Barichello (Inovação) e Yuriko Baldin (Educação e Disseminação) na vice-coordenação.

Integram também o projeto, contribuindo com sua expertise acadêmica na área, os pesquisadores dos grupos de pesquisa do IMECC: Geometria e Topologia, Geometria e Aplicações, e Física-Matemática.

Para garantir a relevância e a competitividade internacional de suas atividades, o CBG contará ainda com um Conselho Consultivo Internacional (CCI), composto por cientistas de prestígio global, atuantes na fronteira do conhecimento. Este conselho tem a missão de acompanhar o desempenho do Centro, oferecer orientação estratégica em ciência, educação e inovação, e sugerir novas direções de pesquisa. O conselho garantirá que o projeto permaneça na vanguarda da investigação e desenvolvimento científico, além de ampliar as perspectivas científicas da comunidade geométrica brasileira.

O CCI será composto por 9 destacados cientistas no campo da matemática, com representantes da América do Sul, dos EUA e da Europa:

  • Alicia Dickenstein (Universidad de Buenos Aires, Argentina)
  • Bobby Acharya (King’s College London, Reino Unido & ICTP, Itália)
  • Fernando Codá Marques (Princeton University, EUA)
  • Jorge Lauret (Universidad Nacional de Córdoba, Argentina)
  • Nitsa Movshovitz-Hadar (Israel Institute of Technology, Israel)
  • Oscar García-Prada (ICMAT, Espanha)
  • Silke Weinfurtner (University of Nottingham, Reino Unido)
  • Ugo Bruzzo (SISSA, Itália)
  • Zsolt Lavicza (Johannes Kepler University Linz, Áustria)

 

Infraestrutura

Contando com um financiamento inicial na ordem de R$ 12 milhões, o CBG iniciará suas atividades com um aporte significativo de recursos destinado ao custeio e à plena execução de seus projetos estratégicos. Esse recurso financeiro contemplará uma ampla gama de despesas operacionais, destinados exclusivamente à sustentação das atividades estruturais e administrativas do Centro, garantindo as condições materiais e logísticas necessárias para o desenvolvimento contínuo da pesquisa em geometria no país.

Segundo o diretor do IMECC, professor Ricardo Miranda, embora a estrutura atual do Instituto seja sólida, a dimensão e a complexidade do Centro Brasileiro de Geometria (CBG) demandam um nível de apoio institucional superior ao que o Escritório de Apoio Institucional ao Pesquisador consegue atualmente oferecer: 

“A infraestrutura do IMECC é bastante robusta, mas certamente um centro deste porte exige um espaço físico melhor qualificado e um apoio institucional maior do que nosso Escritório de Apoio Institucional ao Pesquisador está apto a lidar, afinal são somente 2 funcionárias. É um projeto com 40 pesquisadores e com quase 250 bolsas programadas. Tarefas simples como efetuar as compras e contratações previstas, ou operacionalizar pagamento de diárias e compras de passagens aéreas, quando em larga escala, necessitam de pessoal qualificado. Nosso desafio é aumentar o Escritório de Apoio à Pesquisa para comportar um centro grande como um CEPID, sem deixar de lado os outros 23 projetos administrados atualmente pelo escritório, além da responsabilidade pela prestação de contas das bolsas de produtividade dos docentes do instituto, tramitação e formalização dos convênios e acordos de cooperação de pesquisa.”

 

Participações do IMECC em CEPIDs

O CBG será o primeiro CEPID coordenado e sediado no Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica (IMECC), marcando uma conquista importante para o Instituto. Segundo o diretor, professor Ricardo Miranda Martins, a aprovação do projeto comprova a excelência da pesquisa em matemática desenvolvida no Instituto.

O diretor também lembra que, na última década, o IMECC participou ativamente de outros CEPIDs, como o Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), sediado no ICMC/USP. A equipe do IMECC nesse projeto inclui nomes como José Mario Martínez (vice-diretor), Lúcio Tunes dos Santos (coordenador de educação e difusão do conhecimento), Laura Leticia Ramos Rifo, Ronaldo Dias, Maicon Ribeiro Correa, Carlile Lavor, Paulo José da Silva e Silva, Roberto Andreani e Sandra Augusta Santos. Além disso, a professora Nancy Lopes Garcia integra o Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão em Neuromatemática (NeuroMat), também sediado na USP, como pesquisadora associada.

Essas colaborações reforçam o protagonismo do IMECC na pesquisa matemática no Brasil. Para o diretor, a aprovação do novo CEPID, coordenado pelo professor Marcos Jardim e com financiamento potencial da FAPESP por mais dez anos, é mais uma prova de que o Instituto seguirá liderando grandes projetos científicos por pelo menos duas décadas.

 

Os próximos passos

A implantação do CBG já está em curso. Reuniões entre o Comitê Executivo, os coordenadores das verticais temáticas e as equipes técnicas de apoio já vêm sendo realizadas de forma sistemática, marcando o início de uma jornada coletiva que une planejamento estratégico e compromisso científico, em prol da matemática pura e aplicada.

 

Por: Isabel Pennafirme Ferreira